Foragido por desaparecimento de primas morre em confronto com polícia
Clayton Antônio da Silva Cruz, suspeito pelo desaparecimento das primas em Cianorte, morreu em confronto com policiais em Mandaguari após tentar fugir e fazer reféns.

Clayton Antônio da Silva Cruz, conhecido como “Dog-dog”, morreu na manhã desta sexta-feira (21) durante um confronto com policiais em Mandaguari. O suspeito era procurado pelo sequestro e pela morte das primas Stella Dalva Melegari e Letycia Garcia Mendes (foto), desaparecidas em Cianorte. Equipes do TIGRE, DENARC e policiais civis de Cianorte localizaram o homem em uma residência na cidade vizinha a Maringá. Ao perceber a aproximação das equipes, Clayton tentou fugir correndo pelos muros das casas vizinhas. Durante a fuga desesperada, ele invadiu outra residência e, segundo informações iniciais, fez uma família refém dentro do imóvel.
As forças de segurança conseguiram cercar o local rapidamente, e então houve um confronto armado. Clayton foi atingido pelos disparos e morreu ainda no local. A ocorrência mobilizou equipes especializadas e está diretamente ligada às investigações sobre o paradeiro das primas. As autoridades ainda vão esclarecer oficialmente as circunstâncias do tiroteio e a situação da família que estava refém. Por enquanto, ninguém mais ficou ferido, e os policiais agiram com o objetivo de conter a ameaça iminente.

Passado criminal extenso
Identificado como Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, o foragido usava o nome falso de “David Silva” e se apresentava como empresário há aproximadamente um ano e meio. A Polícia Civil do Paraná revelou que ele já tinha um mandado de prisão em aberto por roubo. O histórico criminal do suspeito impressiona pela gravidade. Quando ainda era menor de idade, Clayton acumulava cerca de 20 passagens pela polícia. Na vida adulta, foi detido ao menos quatro vezes e chegou a cumprir sete anos de prisão por tráfico de drogas. Depois que deixou o sistema prisional, ele passou a usar tornozeleira eletrônica e tentou recomeçar a vida. Nesse período, abriu uma loja de roupas em Mandaguari, onde morava com a mãe. Contudo, há cerca de um ano e meio, fechou o comércio e simplesmente desapareceu da cidade. Desde então, as investigações apontavam que ele vivia de forma reclusa e evitava qualquer contato com antigos conhecidos.
Investigação segue em andamento
A polícia continua apurando os detalhes do confronto e a possível ligação de Clayton com o desaparecimento das primas. Embora o principal suspeito tenha morrido, os agentes buscam entender se ele agiu sozinho ou contou com ajuda de terceiros. Além disso, peritos já trabalham na residência onde ocorreu o tiroteio para recolher evidências que possam esclarecer os fatos. A família das vítimas aguarda respostas, e a população de Cianorte acompanha com apreensão cada novo desdobramento. Por fim, as autoridades prometem divulgar um novo boletim oficial assim que terminarem os levantamentos periciais. O caso, lamentavelmente, deixa mais perguntas do que respostas, mas a morte do foragido representa ao menos um desfecho para a caçada que se arrastava há meses. A expectativa, agora, é que a justiça consiga trazer alguma paz às famílias enlutadas.
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